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Uma casa aberta às crianças em Timor, mais precisamente na quarta montanha à esquerda, quem vem de Díli... perdida algures numa vila chamada Aileu, Aisirimou
segunda-feira, 6 de abril de 2015
Carregamento para Timor
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quarta-feira, 18 de março de 2015
Relatório de fevereiro
As nossas sementinhas continuam assíduas e preparam-se agora para os exames de avaliação que iniciam na próxima semana, antes de entrarmos de férias da Páscoa.
Neste último mês:
- ficámos sem a nossa cozinheira devido à falta de pagamento por parte do Ministério da Saúde. A Lourença, Mafalda e Lúcia vão-se revezando;
- recebemos a visita da Diretora Nacional para o Ensino Pré-Escolar que elogiou os nossos métodos e materiais;
- a D. Lúcia foi a uma reunião em Díli para falar sobre a merenda escolar. Foi-nos dito que não há dinheiro, mas que quando houver teremos de ter uma conta aberta especificamente com o nome da escola... não sei se será possível.
- a chuva continua intensa e, com ela, as inundações na sala da D. Lúcia.... Uma escola nova PRECISA-SE!
- com as chuvas, os ratos... a estratégia é agora deixar comida fora do edifício da escola para ver se não entram à procura dela... sinceramente acho que não está a funcionar se todos os dias aparece mais uma caixa roída...
O ATL é que anda "meio tremido", mas nada que não se resolva facilmente. Sabemos que temos a motivação das crianças e isso é o mais importante.
Até já!
quinta-feira, 22 de janeiro de 2015
Ainda início do novo ano
Balanço ao final da segunda semana:
32 sementinhas "estáveis" e mais umas quantas ainda indecisas....
Mantém-se: choro, e muito! Continuamos nas semanas em que é necessário sermos criativos, ensinar que não se cospe para o chão da sala, que os "acidentes" acontecem mas não se devem repetir. Ah, a magia do primeiro mês!
Enquanto aguardamos o apoio do ministério para a merenda escolar, a despesa fica a nosso cargo. No entanto, a nossa cozinheira achou que não tinha de cozinhar alimentos que não foram dados pelo ministério e decidiu ficar em casa, e diz que só vai quando chegar o apoio do ministério. A boa notícia: o salário dela é pago pelo ministério. A má notícia: não temos qualquer controlo sobre ela. Com a sorte que tivemos no ano passado, ela é capaz de ficar o ano todo em casa.
Desenvolvimentos em breve...
sexta-feira, 9 de janeiro de 2015
Início de ano
segunda-feira, 15 de dezembro de 2014
quinta-feira, 4 de dezembro de 2014
A nossa horta!
A Mana Joana é uma "cofundadora" d'As Sementinhas. Foi ela quem me ensinou a usar produtos naturais para fabricar materiais, como tintas, pasta-de-dentes e cola. Andávamos pela estrada fora à procura de materiais para os testarmos em casa.
Uma vez até participámos numa feira de produtos locais!
Ontem, a Mana Joana recordou um episódio que aconteceu logo no início e que já nem me lembrava. Para quem não acompanhou o nosso percurso desde 2008 (o blog só foi lançado em 2009) fica a saber que tínhamos uma horta!!!
A horta foi um projeto ambicioso meu, com objetivos bastante válidos, mas de facto muito ambicioso. Com a horta, pretendia-se: ensinar as crianças a valorizar a terra, envolver os pais na atividade da escola e garantir alguma sustentabilidade à escola para reduzir os custos de alimentação das crianças. Os pais ajudaram-nos a trabalhar inicialmente a terra, e plantávamos e regávamos a horta juntamente com as crianças.
Chegámos a produzir algumas coisas e até as consumimos. Nasceu milho, feijão, feijão-verde, salsa e repolho.
Como não tínhamos dinheiro, fizemos uma cerca de estacas de mandioca. Não era forte, mas afugentava pelo menos as galinhas.
A terra de Aileu não é muito difícil de cultivar pelo facto de ser muito barrenta. Em muitas alturas do ano não tínhamos água (aqui teríamos também muitas histórias para contar). Basicamente era um trabalho a tempo inteiro e fisicamente cansativo.
Um dia, chego à horta e está uma cabra, toda contente, a comer os feijões. O campo de repolho já tinha marcas de passagem. Esse foi o meu momento de "breakdown" (não consigo encontrar uma palavra em português que defina melhor o meu sentimento). Comecei a chorar. Estava cansada e achei uma injustiça tanto trabalho ter ido por água abaixo apenas porque alguém decidiu que não era necessário amarrar o animal. Sempre com a minha atitude de "ninguém me pisa", agarrei na cabra e fi-la refém. Amarrei-a atrás da minha casa e esperei que o dono viesse à procura dela.
Toda a gente se ria de mim e eu chorava...
Já não me lembro do fim da história, a Mana Joana também não se lembrava, mas penso que o dono veio à procura da cabra e as manas falaram com ele, porque o meu tétum, na altura, era ainda muito rudimentar para uma boa conversa.
Depois da cabra, seguiu-se uma tentativa de reconstrução da cerca e novas plantações, mas também muitas galinhas, porcos e vacas... "Mana, o melhor não é prender os animais. O melhor é não fazer a horta."
A salsa também foi arrancada por acharem que era erva daninha (a salsa timorense não tem cheiro).
Entretanto surgiu a minha ida para Díli e achei que era um peso demasiado grande para as professoras, os pais apareciam apenas de vez em quando e não tínhamos dinheiro para pagar a uma pessoa que só trabalhasse na horta.
O percurso da Casa Aberta às Crianças é rico em histórias iguais a esta. É para mim um privilégio ter uma mala feita de tantas histórias e experiências que me foram moldando como pessoa.
segunda-feira, 24 de novembro de 2014
Festa de finalistas 2014
Como é habitual, fizemos a nossa "Feira de Natal". Alguns artigos nem tiveram tempo de chegar ao posto de venda. Com isto fizemos 14 dólares a vender artigos por $0,50. "Mana, temos de aumentar os preços, porque para a semana é o 28 de novembro e todas querem comprar coisas para irem bonitas." Deixei ao critério delas!
Os mais pequenos não se interessaram muito pelas compras e ficaram a admirar-se nas fotografias.
Os nossos finalistas, ou seja, as crianças que terminaram As Sementinhas e que vão agora para a 1.ª classe, tiveram lugar privilegiado. Com o tempo, as professoras têm vindo ficar mais profissionais no que toca à organização das festas. Nesta foto ainda estão todas bem sentadas e os chapéus no lugar, mas não demorou muito até se instaurar a confusão.
A entrega dos certificados foi um momento imponente. Os miúdos deliravam. Sentiam-se importantes! O protocolo era: 1.º receber o certificado, 2.º passar a fita da cartola para a esquerda para demonstrar que tinham passado de ano, 3.º pedir a benção às professoras, ao representante dos pais e à representante do ISMAIK, e 4.º receber a pasta dos desenhos.
Foi declamada ainda uma poesia...
No fim, partiu-se o bolo em conjunto, como manda o protocolo.
Delírio delírio foi a distribuição de balões (que não insuflavam) e de chupas e, principalmente, as bolas de sabão. Era ver quem é que saltava mais alto para as rebentar.
Ficam aqui algumas fotografias que demonstram o quão maravilhoso foi este dia. Que muitos destes se repitam!






















