Mas no final, o que eu tenho a dizer é: estou muito orgulhosa delas e prefiro que errem agora enquanto ainda cá estou.
Estavam todas orgulhosas a dizer que toda a gente que lá ia à escola gabava muito e que já havia vários pais a pedirem para inscrever os filhos para o próximo ano lectivo.
Os preparativos para a festa final estavam encaminhados... as mães na cozinha, alguns preferiam dar $2,50 (quem não tivesse emprego) e $5,00 para quem tivesse emprego, hora de início 8 da manhã (5 da manhã alvorada para mim). Dia 27 lá estaremos a concluir o 2.º ano de funcionamento d’As Sementinhas.
O trabalho dos pais na horta também já estava acertado. Só não havia consenso quanto ao que plantar (e eu já filada no milho que é só esperar, que a chuva faz o trabalho todo). Resposta: “Ah mana, já não pode. Plantamos feijão.” E eu, eu a leiga em agricultura: “Não pode como? Mas então estamos a entrar na época das chuvas, o milho precisa de muita água. No ano passado também plantámos em Novembro e tivemos milho em Fevereiro. Não é igual?” “Ah, pois é.” Tenho a sensação que as pessoas não tem muita noção de agricultura, apesar de o terem feito toda a vida. O feijão, por exemplo, não sobrevive a esta época das chuvas, nem a terra é fertil o suficiente e já vai ser o 3.º ano de plantação. (para além de que eu por teimosia jurei que nunca mais haveria de plantar feijão naquela terra enquanto eu cá estivesse, depois das cabras me terem comido os pés).
Mas está um rico trabalho e eu fico a pensar: “Ami nia dalan naruk ona.”