Certamente que os nossos leitores têm andado a perguntar por nós. De facto temos andado um pouco desaparecidos, mas continuamos aqui!
O ano letivo está a chegar ao fim. No final do mês será a festa final e a "graduação" dos nossos "mais velhos". Dezembro marca o início de mais um ciclo de formação para as professoras, promovido pelo Ministério da Educação.
Desde outubro que três voluntárias do G.A.S.Porto têm acompanhado os trabalhos d'As Sementinhas. O ATL Escola do Amor continua sem professor permanente, mas estas três voluntárias têm sido incansáveis na dinamização do espaço. No período de permanência em Aileu, as três voluntárias vão tentar identificar alguém que possa assumir o ATL.
Brevemente postaremos as fotografias aqui.
Para concluir resta dizer que a 28 de novembro sai mais um carregamento para Timor :) Se mais alguém quiser contribuir com material, pode fazê-lo ainda: pessoal do Porto e Coimbra até dia 22, pessoal de Lisboa e arredores até dia 26. :)
Uma casa aberta às crianças em Timor, mais precisamente na quarta montanha à esquerda, quem vem de Díli... perdida algures numa vila chamada Aileu, Aisirimou
segunda-feira, 16 de novembro de 2015
quinta-feira, 3 de setembro de 2015
A nossa Mafaldinha!
Caros leitores,
Há já algum tempo que não vos escrevia, mas estivemos de férias no mês de agosto, cumprindo o calendário do Ministério da Educação.
Bem, não foram totalmente férias... A Lúcia e a Lourença participaram numa formação promovida pelo Ministério da Educação. Desde então que temos inspeções quase todos os dias... e sempre com boa nota! :)
A Mafalda iniciou a formação, mas teve de desistir a meio, até por insistência dos próprios formadores, devido a um problema de saúde.
A Mafalda encontra-se atualmente em Kupang, na parte indonésia da ilha, a fazer tratamentos médicos. Aguardamos ansiosamente o regresso com saúde da nossa Mafalda!
Há já algum tempo que não vos escrevia, mas estivemos de férias no mês de agosto, cumprindo o calendário do Ministério da Educação.
Bem, não foram totalmente férias... A Lúcia e a Lourença participaram numa formação promovida pelo Ministério da Educação. Desde então que temos inspeções quase todos os dias... e sempre com boa nota! :)
A Mafalda iniciou a formação, mas teve de desistir a meio, até por insistência dos próprios formadores, devido a um problema de saúde.
A Mafalda encontra-se atualmente em Kupang, na parte indonésia da ilha, a fazer tratamentos médicos. Aguardamos ansiosamente o regresso com saúde da nossa Mafalda!
quarta-feira, 15 de julho de 2015
Ida à rádio
Desta vez, a Casa Aberta às Crianças foi à rádio... nomeadamente à Informédia Rádio e Televisão de São João da Madeira.
Ficou muito por dizer, mas vamos estando um pouco por todo o mundo...
Clique em link ou introduza a hiperligação seguinte no seu browser:
https://www.youtube.com/watch?v=ADp3nXgiRRs&feature=em-upload_owner
A recordar!
Ficou muito por dizer, mas vamos estando um pouco por todo o mundo...
Clique em link ou introduza a hiperligação seguinte no seu browser:
https://www.youtube.com/watch?v=ADp3nXgiRRs&feature=em-upload_owner
A recordar!
terça-feira, 16 de junho de 2015
Fumo preto
Continua a busca por uma substituta para o lugar da Francisca no ATL. Candidata já há; não há é concordância!
Em breve haverá uma reunião "familiar" para decidir se a candidata é ou não adequada!
terça-feira, 2 de junho de 2015
Ministro da Educação
Morreu hoje o Ministro da Educação, Fernando Lasama de Araújo, na sequência de uma trombose. Foram decretados três dias de luto nacional.
À família enlutada apresentamos as nossas condolências.
À família enlutada apresentamos as nossas condolências.
Aileu - parte II
(continuação...)
Uma das filhas da Mafalda fez uma cirurgia delicada há alguns tempos e encontra-se atualmente na Indonésia. Precisamente no fim-de-semana da minha estadia em Aileu, a Mafalda teve de ir à fronteira entregar-lhe medicamentos. Ou seja, não estive com ela...
A Francisca tinha ido para Hatubuelico para o funeral da sogra. Também não estive com ela. Mas a primeira novidade é: a Francisca deixou o ATL, aliás, já tinha deixado, mas só este fim de semana consegui, por telefone, pôr um ponto final nesta história. Estamos agora a recrutar uma nova pessoa, porque acreditamos veementemente que o ATL é essencial para a educação das crianças e até mesmo para a nossa relação com a comunidade local. É preciso dar continuidade a este projeto.
Como o leitor já sabe, a Lúcia estava em recuperação em casa. Por isso, a minha única companheira de trabalho foi apenas a Lourença. Depois de nos termos despedido da Inês e do Tiago, começámos a descarregar o carro e a inventariar os "presentes" que vieram de Portugal.
Uma das filhas da Mafalda fez uma cirurgia delicada há alguns tempos e encontra-se atualmente na Indonésia. Precisamente no fim-de-semana da minha estadia em Aileu, a Mafalda teve de ir à fronteira entregar-lhe medicamentos. Ou seja, não estive com ela...
A Francisca tinha ido para Hatubuelico para o funeral da sogra. Também não estive com ela. Mas a primeira novidade é: a Francisca deixou o ATL, aliás, já tinha deixado, mas só este fim de semana consegui, por telefone, pôr um ponto final nesta história. Estamos agora a recrutar uma nova pessoa, porque acreditamos veementemente que o ATL é essencial para a educação das crianças e até mesmo para a nossa relação com a comunidade local. É preciso dar continuidade a este projeto.
Como o leitor já sabe, a Lúcia estava em recuperação em casa. Por isso, a minha única companheira de trabalho foi apenas a Lourença. Depois de nos termos despedido da Inês e do Tiago, começámos a descarregar o carro e a inventariar os "presentes" que vieram de Portugal.
E claro, sempre com a ajuda do nosso querido Maxi que é extremamente fotogénico.
A Lourença e eu tínhamos muita conversa para pôr em dia. A Lourença é a nossa responsável pela área da formação, por isso tinha muito que contar. No início de maio, a Lourença, a Lúcia e a Mafalda foram fazer uma formação sobre o mais recente currículo para o pré-escolar, lançado pelo Ministério da Educação. Infelizmente coincidiu com a semana de arranque das aulas, mas as manas do ISMAIK conseguiram manter a escola aberta.
Este currículo contém basicamente as mesmas matérias que já tínhamos no nosso horário, no entanto são lecionadas de forma diferente. Em vez dos nossos tradicionais cinco "cantinhos", temos agora nove, segundo o currículo. A matéria lecionada durante o minicurso é agora sujeita a inspeções regulares, pelo que as professoras se sentiram "obrigadas" a alterar a nossa estrutura. A nossa sala é agora assim:
O "cantinho" da leitura diminuiu de tamanho para dar espaço ao "cantinho" da escrita e do desenho, que no fundo já existia, mas que tem de ser usado separado da "mesa de trabalho em grupos pequenos". Na minha opinião, excessivo, mas respeito.
Agora: o novo horário! O novo horário tem muito que se lhe diga... Fica aqui uma imagem (caro leitor, ignore o pequeno lapso em INTERVALO):
Primeira coisa evidente: Quantas horas passam as crianças na escola?
E agora pergunto: onde está a escovagem dos dentes? A lavagem das mãos? O brincar no recreio?
Cinco minutos para introduzir o dia e cantar? Dez minutos de intervalo para comer? As nossas crianças têm 4-5 anos!!!
Além disso, nós iniciávamos a escola às 8h30 propositadamente, porque na época seca faz muito frio em Aileu e as crianças chegavam atrasadas por terem frio e não quererem tomar banho.
Eu gosto da Lourença, porque é uma pessoa que não tem papas na língua e, quando se trata de revolucionar, é com ela que falamos. A Lourença insurgiu-se logo, em plena formação, contra este horário, com respostas muito inteligentes a quem tentou convencê-la de que estava errada. A resposta às intervenções da Lourença foi sempre: "A Lourença não sabe" ou "Temos de perguntar ao Ministério se... [as crianças podem lavar os dentes]." É necessário perguntar se a educação para a saúde faz parte do currículo, especialmente tendo em conta o contexto social em que nos inserimos?
Resultado: a Lourença apressou-se logo a apresentar uma proposta de horário ao centro de educação de Aileu que pede a introdução, pelo menos, da escovagem dos dentes e da lavagem das mãos.
Eu procurei não interferir muito, porque são elas que tomam conta da escola agora. São elas que estão diariamente com as crianças, o futuro da escola passa por elas, é delas, é das crianças... não meu. Eu estou só na retaguarda.
Já agora, outra notícia: roubaram-nos a placa que indicava o caminho para a escola. Valerá a pena pôr outra?
quinta-feira, 28 de maio de 2015
Aileu - parte I
No sábado lá partimos nós rumo a Aileu... eu, a já nossa conhecida Inês e o companheiro, o Tiago.
A minha expetativa era muita... tinham-se passado alguns meses. E a ida a Aileu foi antecedida por uma notícia terrível no dia anterior: a professora Lúcia tinha tido um acidente de mota e a única informação que tínhamos era que tinha batido com a cabeça numa pedra.
Fomos a casa da Lúcia para obtermos informações do marido... mas, para grande surpresa, fomos recebidos por ela. Esteve internada no hospital de Ainaro e tinha regressado a Aileu na manhã de sábado. Ficámos a saber que não foi acidente e que foi ela que caiu simplesmente quando seguia na parte traseira da mota, com uma das filhas e o primo. Atribuí a queda a um desmaio, mas ela antecipou-se e contou-me o que uma vizinha lhe tinha dito: é frequentemente caírem pessoas das motas naquele local devido às forças dos restos mortais de vítimas da ocupação indonésia, cujo paradeiro ainda se desconhece.
Verdade ou não, o que é certo é que a Lúcia apareceu toda coberta com um manto para tapar os ferimentos, mas era visível o inchaço e o sangue na cara e no braço. No dia seguinte voltei a visitá-la e já conseguia abrir o olho esquerdo, por isso aproveitámos para tirar uma fotografia.
Antes de a Inês e o Tiago regressarem a Díli fomos visitar a horta do ISMAIK, construída graças ao grande amor da Mana Ala pela terra.
Ficamos hoje por aqui... amanhã contamos o resto.
A minha expetativa era muita... tinham-se passado alguns meses. E a ida a Aileu foi antecedida por uma notícia terrível no dia anterior: a professora Lúcia tinha tido um acidente de mota e a única informação que tínhamos era que tinha batido com a cabeça numa pedra.
Fomos a casa da Lúcia para obtermos informações do marido... mas, para grande surpresa, fomos recebidos por ela. Esteve internada no hospital de Ainaro e tinha regressado a Aileu na manhã de sábado. Ficámos a saber que não foi acidente e que foi ela que caiu simplesmente quando seguia na parte traseira da mota, com uma das filhas e o primo. Atribuí a queda a um desmaio, mas ela antecipou-se e contou-me o que uma vizinha lhe tinha dito: é frequentemente caírem pessoas das motas naquele local devido às forças dos restos mortais de vítimas da ocupação indonésia, cujo paradeiro ainda se desconhece.
Verdade ou não, o que é certo é que a Lúcia apareceu toda coberta com um manto para tapar os ferimentos, mas era visível o inchaço e o sangue na cara e no braço. No dia seguinte voltei a visitá-la e já conseguia abrir o olho esquerdo, por isso aproveitámos para tirar uma fotografia.
Depois da visita à Lúcia, dirigimo-nos à Casa Aberta, onde fomos recebidos pelas manas do ISMAIK, pela Lourença e pelo Maxi.
Antes de a Inês e o Tiago regressarem a Díli fomos visitar a horta do ISMAIK, construída graças ao grande amor da Mana Ala pela terra.
Ficamos hoje por aqui... amanhã contamos o resto.
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