Uma casa aberta às crianças em Timor, mais precisamente na quarta montanha à esquerda, quem vem de Díli... perdida algures numa vila chamada Aileu, Aisirimou
segunda-feira, 2 de julho de 2012
quinta-feira, 7 de junho de 2012
E assim continuamos...
O nosso escorrega e arranha já foram montados no local. Segundo as professoras, desde a montagem que não há crianças atrasadas para a escola. Todas chegam a tempo para poderem ir ao escorrega antes de começar a escola. Nunca me lembrei deste "outcome" quando escrevi a proposta de financiamento... Quem diria? Resultados indirectos... :)
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Dia Mundial da Criança
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Temos novidades...
Graças à organização indonésia Cooperation Platform Indonesia que nos deu os fundos, podemos finalmente fornecer um espaço mágico às nossas crianças.
Ontem partiu este camião (não há limites de altura!) que chegou bem a Aileu. Hoje proceder-se-á à montagem. Aguardem as próximas imagens....
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Os filhos crescem....
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segunda-feira, 26 de março de 2012
4 semanas depois
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Apresentações e progressos
O Giovanni foi mais uma das crianças abandonadas pelos pais que esteve ao cuidado da Mana Lu em Dare e que, este ano, por já ter 4 anos, veio para Aileu para a nossa escola. Com os dois é o fim da macacada. Em casa, sobem a uma cadeira para praticarem no quadro as letras que já aprenderam na escola. A Maria, apesar de ainda ter 3, já anda lá na escola, uma vez que sempre estive em contacto com as nossas crianças. Penso que foi graças a isso que hoje fala, porque até há um ano atrás não dizia nada.
Esta semana estivemos a treinar os puzzles. Enquanto as via a treinar, foi quando me apercebi da importância deles e da dificuldade que têm ao fazê-los.
Parece estranho, porque para mim é um dado adquirido – tentar perceber a imagem em cada peça (o direito e contrário), se tem uma saliência procurar outra peça que tenha uma recorte – tudo isto é um conceito novo. Para mim, algo que tem um recorte encaixa numa saliência, claro! Para elas, não é assim tão óbvio. A falta de imagens e conceitos é algo que ainda me fascina. Nesse aspecto, penso que a escola não tem sido só para as crianças. Se eu pensar no caminho que já percorremos, é muito difícil sequer explicar o progresso.
Umas das coisas que também me deixa contente é que elas, por iniciativa própria, sem sequer me dizerem, se reúnem agora à sexta-feira à tarde para praticarem as matérias. Fantástico, certo? Vamos recuar apenas dois anos, em que vinham para as aulas e era quando viam o programa pela primeira vez. Ou, por exemplo, ver a D. Mafalda, sempre a mais “difícil” de todas, me apresenta uma leitura fluida de uma história com gestos, diferentes entoações de voz, quando até à um ano atrás era tudo a solavancos. O que posso chamar a isto? Progresso!
Ou até mesmo vê-las a falar da escola e dos programas à Francisca, das regras e das tarefas partilhadas, da importância dos assuntos internos serem resolvidos dentro da escola (e não com os vizinhos)... Progresso!
O meu coração está agora 85% tranquilo.
Ah, os primeiros rabiscos já começam a aparecer a enfeitar as nossas paredes. Este desenho é de uma criança de 4 anos!