Depois de 2 semanas de formação pedagógica em Díli, dia 22 recomeçaram as aulas. Entramos assim no 3.º e último período... em breve teremos mais novidades.
Uma casa aberta às crianças em Timor, mais precisamente na quarta montanha à esquerda, quem vem de Díli... perdida algures numa vila chamada Aileu, Aisirimou
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Fim-de-semana especial
E estamos novamente a duas semanas do final do 2.º período... Os exames decorrem esta semana e, daqui a duas semanas, as professoras partem para Díli para mais uma sessão de capacitação.
Aproveitando a boleia de amigos a caminho de Ramelau e dada a quantidade de "pequenas" coisas a fazer em Aileu que ficam sempre por fazer por serem "pequenas", passei o fim-de-semana inteiro em Aileu (as marcas são visíveis até hoje: picada no braço e outra no olho resultado de ter dormido sem mosquiteiro, uma luxação no ombro resultado de uma escada que me caiu em cima, e uns restos de tinta agarrados às mãos e braços).
Em primeiro lugar, comecei pelas pinturas (e daí o acidente da escada, depois achei melhor já não subir para pintar a parte de cima) do edifício do ATL+2.ª infantil e armário do ATL.
Depois começaram as arrumações no ATL que já não via uma vassoura ou uma organização há algum tempo (indescritível!). E este era o aspecto após uma hora de trabalho:
Eis que, no meio daquele caos em que não podia entrar mais nada, chega um carro da Cooperação Portuguesa.... com os nossos móveis!!! Arrasta o lixo para o lado para caber: um sofá, 2 mesinhas de cabeceira (que ficaram muito engraçadas, cada gaveta com os materiais da respectiva disciplina), 2 armários, 3 estantes e 1 mesinha. Bem, o que é certo é que entretanto chegaram as minhas ajudantes e o resultado:
Estamos a ficar com um espacinho de ATL engraçado. Só nos falta as cadeiras e umas mesas em condições (e parece-me que está para breve).
Entretanto foi dia de recebimento dos "uniformes" das professoras após muita insistência (já foi um desgosto grande eu ter proibido fardas nas crianças). A minha mãe arranjou uns aventais muito coloridos e EM PLÁSTICO (condição absoluta dada a sujidade de rápida acumulação) e acrescentámos os nomes de cada professora. Na fotografia, estou com o avental da Beatriz que não pode estar presente:
À noite, aproveitando a ausência das professoras, fiz uma limpeza geral aos dois armazéns e deitei fora uma quantidade de "lixo" que acumulámos pensando que iríamos usar aquilo um dia...
A mana Ala ainda aproveitou para me convencer a ampliar mais a escola, ao que revirei os olhos, porque se três salas é o cabo dos trabalhos, imaginemos 6! Nem pensar!
No domingo, a alvorada foi logo às 5.30 com as manas no início dos trabalhos... E estava um frio de morrer para conseguir sair do saco-cama... Mas era necessário aproveitar a manhã antes que os peregrinos do Ramelau voltassem para me apanhar.
Ficaram definidas algumas prioridades:
- arranjar o baloiço (que foi ao chão)
- montar uma nova canalização de água (o poço secou e não temos água - nem para as crianças, nem para as manas)
- mesas e cadeiras para o ATL
E talvez digamos todas um "Até Setembro!"
domingo, 3 de julho de 2011
Panos são sinal de festividade
Ainda não eram 8 e já me estavam a ligar de Aileu. Nem eu tinha saído de Díli. Mas a excitação era tanta que já me esperavam na escola desde as 7.30 da manhã. Isto, porque uns dias antes lhes telefonei a avisar que um camião da Presidência da República iria, no sábado, entregar 100 cobertores à nossa escola, numa iniciativa de S.E. o Presidente José Ramos-Horta. Ficou tudo em alvoroço, inclusive já iam preparar uma merenda para a chegada do carro não fosse eu ter ido a tempo.
Uma hora e meia depois, chegados a Aileu, esperavam-nos à porta da escola... À entrada tinha um vaso com flores numa mesa decorada com um pano bordado. A mesa da sala da 1.ª infantil também tinha um paninho (eu detesto estes paninhos, mas sei que para elas é sinal de grande honra e de festividade). Três horas depois, chegou o tão esperado carro com os cobertores. Talvez os nossos leitores não sabem, mas Junho e Julho são os meses mais "frios" do ano. Digamos que em Díli é "menos quente", mas em Aileu faz muito frio, principalmente de manhã cedo e à noite, pelo que as nossas crianças sofrem muito.
Fizemos a nossa reunião de trabalho habitual, as professoras mostraram-me os recentes trabalhos e novamente de regresso a Díli.
Aqui ficam algumas novidades das salas:
Deram-nos um "Caçador de Insectos" e foi a alegria total (eu bem achei estranho aquela teia enorme, cheia de aranhas, ter desaparecido. Pensei que fosse com as limpezas por causa do carro)... Apanharam uns aranhiços... mas só se esqueceram de uma coisa: dar de comer, por isso só sobreviveu uma aranha. Já ficou a nota...
O jardim dos patos depois da leitura da história "O Pato". Com isto fizeram um teatro de marionetas.
Com base na história "Vê e Conta", explorámos os números e nada como termos 5 dedos para contar até 5.
terça-feira, 14 de junho de 2011
Sorte danada
As nossas salas estão muito coloridas. Vê-se o esforço que tem sido feito e o resultado do investimento nas formações. Estamos em preparação rigorosa para a formação de Agosto. Vão ter inclusive um exame, por isso tem sido uma corrida contra o tempo. No sábado chegaram mais materiais da Austrália: temos uma sorte desgraçada!
O ATL também foi abençoado. Temos 38 crianças, mas ainda não temos mobília. Felizmente na semana passada nos foi doada uma mesa, cadeiras, uma estante e uma mesinha de gavetas. A mesinha já cá está, falta o restante que virá daqui a cerca de 2 semanas. Devemos agradecer à Embaixada de Portugal pela doação.
domingo, 29 de maio de 2011
Reunião de pais
Díli, partida às 7h, com reunião de pais marcada em Aileu às 9h. A Gandhi ofereceu-se para ir comigo de mota. Grande aventura, 2h e tal de viagem, com algum receio principalmente nas subidas.
No programa estava:
* apresentação das actividades da Infantil (entrega de folheto informativo)
* apresentação de contas (nomeadamente dos recentes subsídios que recebemos)
* apresentação das actividades do ATL
* apresentação de contas do ATL relativamente à contribuição dos pais para comprar material de costura
Os pais, apesar de representarem 1/3 das crianças que temos, mostraram-se muito participativos e interessados, contribuindo com novas ideias, nomeadamente no que se refere ao ATL (ex. ensinar a cozinhar). Alguns pais mostraram-se preocupados e perguntaram se os rapazes também aprendiam a costurar, ao que a Lourença respondeu: "Não, eles fazem carpintaria." A Lourença está uma perfeita gestora da escola e todo o programa é concebido por ela. As crianças já voltaram para as sessões de cinema.
Também tinha ouvido rumores de que as crianças não vinham ao ATL, porque nós não dávamos lanche e que preferiam ir às madres porque lá comiam bem. Tivemos a explicar que o nosso orçamento era bastante reduzido e que a maior parte dos fundos era canalizado para a Infantil dado que era a tempo inteiro. Mas depois de ter explicado todo o conceito do ATL, penso que perceberam. Até porque eu fiz questão de dizer (pk estou farta destas "iscas" que criam dependências e levam a "más motivações", provocadas pelos malaes que por cá passam), que o objectivo da escola é dar um futuro educativo às crianças não obstante a importância da comida.
A Lourença geriu totalmente a reunião sem eu lhe ter dito nada.
Fartou-se de louvar a nossa escola pelo espírito inovador, quer em termos de programas e disciplinas, quer em termos de presença das professoras. No fim, convidaram-se os pais a vir participar nalgumas sessões e a ajudar as professoras com o nosso programa especial do Dia Mundial da Criança, 1 de Junho.
Sabemos que as nossas virtudes têm de sido postas em prática. Um dos pais veio falar connosco, porque o filho recebeu o prémio da delicadeza na 1.ª semana. Estava contente!
E pronto, terminada a reunião, toca a almoçar e descer a montanha no nosso super meio de transporte. Chegadas a Díli, já nem sabíamos onde nos doía.
domingo, 15 de maio de 2011
Uma segunda de chuva
(A mensagem anterior sobre o subsídio foi retirada dado termos descoberto que fomos falsamente informados. Mas a luta continua!)
Há coisas que correm mal, mas logo a seguir vem algo de bom. Segunda fui convocada para uma reunião em Aileu com o Centro de Educação. O assunto era: subsídios escolares. O Ministério da Educação paga agora uma X por criança por mês às escolas e nós estamos incluídos. Recebemos assim o subsídio referente ao primeiro período para gastos apenas em material escolar. Ou seja, menos uma despesa. O dinheiro tem de ser gasto de imediato e é exigido um relatório.
A vantagem de ter ido a uma segunda a Aileu, foi a de ter apanhado as crianças na escola. Ainda conseguiram contar-me que nesse dia lerem uma história sobre a chuva, em que a vaca ficava às cores. "E como é que eu me chamo?" "Professora Malae (=estrangeira). Hihihi." A virtude era a Gentileza: "Quem sabe dizer porque é que a Professora Malae é gentil para nós?" "Porque ela traz-nos comida!" A reza final foi em português.
Outros quiseram brincar às cozinhas:
Outros ainda, no meio daquele barulho da chuva a bater na chapa, quiseram fazer música:
Pareceram-me todos felizes! E eu também fiquei.
terça-feira, 3 de maio de 2011
Acabaram-se as férias
Após 2 semanas de formações, mais 2 semanas de descanso, e com o arranque das aulas à porta, a nossa mesa de trabalho no sábado estava assim, cheia de papéis espalhados por organizar:
Praticamente todo o horário teve de ser mudado e, por conseguinte, as actividades. Inserimos mais uma disciplina no nosso programa: Desenvolvimento de Virtudes. A ideia é, através de histórias específicas (feitas para a própria disciplina) transmitir virtudes às crianças como Responsabilidade, Gentileza, Honestidade, Paciência, Coragem, Perdão, etc.
Em cada sala haverá também uma Árvore das Virtudes, onde se porá o nome das crianças que durante uma semana demonstrarem uma virtude nos seus actos. Por isso, estivemos a praticar a virtude para as próximas 3 semanas: Gentileza. Cada virtude é abordada duas vezes por semana, ao longo de 3 semanas. O tipo de abordagem varia de dia para dia. (D. Lúcia a praticar a leitura:)
No ATL pensou-se em fazer uma reunião de pais. Ao que consta tem havido uma certa desconfiança dos pais, porque a Lourença pediu dinheiro para comprar linhas e agulhas (as crianças pediram para aprender a costurar/bordar). Achamos que será necessário apresentar as contas e incentivar os pais a participar mais.
Há ainda algumas surpresas, mas fica para outra vez. Desta vez, segue uma fotografia inspiradora, tirada no domingo:
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